...ainda ocupa um dos lugares mais bonitos.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Afago do Caio.
"As coisas acontecem do jeito que acontecem e estão certas assim. Não me arrependo de nada. Mas vezenquando passa pela cabeça um 'ah, podia ter sido diferente...'."
O do filme
Aquela coisa que acontece e te faz sentir vontade escrever de novo, sabe?
Quase um ano depois, senti.
Não gosto do jeito que as pessoas se afastam, que o destino leva a gente pra longe.
E o mais incrível é que agora tá mais perto do que nunca. Fisicamente.
E eu nunca deixei de pensar.
Quero as tais pantufas de cetim pra ir logo passear nas nuvens.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
incrível entrar aqui e ver que o que eu escrevi há meses voltou a ter sentido (ou nunca deixou de ter, sei lá, me conheço tão bem quanto o japão)
tanta coisa boa me aconteceu, tão feliz ta sendo esse ano, mas não sei porque diabos o ruim é sempre maior que o bom e cá estou eu desistindo de tudo, vivendo num pardieiro, sem vaidade alguma e com aquela vontade de sumir do mundo.
"Não que estivesse triste, só não sentia mais nada"
terça-feira, 13 de abril de 2010
unic.
"Há um vilarejo ali
onde areja um vento bom
na varanda quem descansa
vê o horizonte deitar no chão
[...]
lá o tempo espera
lá é primavera
portas e janelas ficam sempre abertas
pra sorte entrar"
Ibitipoca sempre faz essa música tocar nos meus ouvidos.
Sempre faz os meus problemas sumirem e a paz reinar.
Mas dessa vez foi além, foi pra marcar.
Sem dúvidas as duas semanas mais importantes da minha vida até então.
Só tenho a agradecer a toda a trupe.
DELÍCIA.
onde areja um vento bom
na varanda quem descansa
vê o horizonte deitar no chão
[...]
lá o tempo espera
lá é primavera
portas e janelas ficam sempre abertas
pra sorte entrar"
Ibitipoca sempre faz essa música tocar nos meus ouvidos.
Sempre faz os meus problemas sumirem e a paz reinar.
Mas dessa vez foi além, foi pra marcar.
Sem dúvidas as duas semanas mais importantes da minha vida até então.
Só tenho a agradecer a toda a trupe.
DELÍCIA.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
COVARDIA
Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim. Tento me concentrar numa daquelas sensações antigas como alegria ou fé ou esperança. Mas só fico aqui parada, sem sentir nada, sem pedir nada, sem querer nada. E se eu mudasse meu destino num passe de mágica? Parece incrível ainda estar viva quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê, e não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim.
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia - qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!
[...]
E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar.
C.F.A.
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia - qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!
[...]
E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar.
C.F.A.
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